Prisioneiros da Esperança

Nós vivemos em um tempo onde a esperança está sendo consistentemente e brutalmente atacada e, muitas vezes, violada. Em um mundo cheio de crises e de questões que nos desencorajam, manter a chama da esperança sempre acesa é mesmo um desafio. O que as pessoas mais esperam hoje é por esperança. Se você for em qualquer área da sociedade, o que mais as pessoas anseiam é esperança.

Esperança é algo importante e essencial para nossas vidas. Aqueles com mais esperança são os que mais exercem influência.

A definição bíblica para esperança é, na verdade, a alegre antecipação daquilo que é bom, é a expectativa confiante de algo bom que está por vir, é a condição entusiasmante mantida em nós antes de alguma coisa acontecer.

Aqui no blog, escrevi um pouco sobre esperança no post Prepare-se para os repentes de Deus. A esperança é essencial para nos sustentar em tempos de demora. Ela foi feita para aquele momento em que você pensa que nada vai acontecer. Ela é o solo onde a fé cresce.

Esperança requer uma escolha. É necessário escolher e decidir ter esperança e tornar isso um estilo de vida, para que se possa viver cativado pela expectativa de que algo bom vai acontecer até que aconteça um romper e você avance mais.

Em geral, a esperança que produz influência e traz romper é aquela que surge quando as circunstâncias ao seu redor dizem uma coisa e você diz outra. As próprias circunstâncias ao seu redor negam as promessas que Deus fez a você. E é no meio dessas situações que você tem esperança, essa alegre antecipação de que seu romper está vindo. Você não sabe se será essa tarde, amanhã, na próxima semana, mês que vem, ano que vem. Tudo o que você sabe é que você está fazendo o que você deveria fazer e que você está servindo a Deus e que a qualquer momento Ele irá trazer uma grande mudança em sua vida!

O povo de Israel também enfrentou situações em que as próprias circunstâncias ao redor deles pareciam negar a promessa que Deus tinha feito. Israel foi liberto do Egito e estava indo para a terra prometida. Foi uma jornada de 40 dias. Eles tiverem batalhas e muitas outras coisas pelo caminho. Só que pode ter sido fácil tirar Israel do Egito, mas não foi fácil tirar o Egito de Israel. Eles aprenderam o jeito da escravidão, eles aprenderam o jeito de um outro reino e houve um processo para que tudo isso fosse tirado deles para que eles pudessem estar preparados para entrar na terra prometida e permanecer lá. E esperança nesse contexto é fundamental.

Eles tinham habilidades para vencer, eles foram equipados para ganhar, mas não tinham o coração para ganhar. E Deus quis levar eles para dar uma volta, porque Ele sabia que se levasse o povo do jeito que estava para a terra prometida, eles ficariam amedrontados e poderiam voltar para o Egito.

Deus, por vezes, cria desvios e faz você dar voltas para batalhas que você ainda não está pronto para vencer. Isso significa que se Ele ainda não nos tirou de uma determinada situação, precisamos ter a plena confiança de que Ele está me preparando para a vitória. E, para isso, é preciso escolher ter esperança.

PRISIONEIROS DA ESPERANÇA

O povo de Israel viveu por setenta anos no cativeiro da Babilônia viveu na pele o que é ter sua esperança constantemente atacada e violada. Eu imagino a empolgação e a alegria deles de retornar para sua terra natal se tornando uma memória que, com o tempo, foi gradativamente se desvanecendo diante da responsabilidade esmagadora de toda a renovação necessária para restaurar a nação deles de volta à glória que possuíam antes. A identidade deles começou a se tornar confusa por residir grande parte de suas vidas em uma terra estrangeira. A “residência terrena” do Deus deles tornou-se alvo de zombaria de seus inimigos. Definitivamente, a esperança deles estava sob ataque.

E foi no meio dessa tempestade cheia de turbulência política, social e religiosa, que o profeta Zacarias emerge para falar ao povo de Deus. Este profeta, cujo nome significa “Deus se lembra”, falou a Israel sobre uma nova estação baseada no sangue da aliança que Deus tinha com eles.

“Quanto a você, por causa do sangue da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros de um poço sem água. Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês”

(Zacarias 9:11,12)

Nós estamos lidando aqui com uma linguagem profética. E eu gostaria que você entendesse o coração de Deus nessa linguagem profética que hoje se aplica a nós.

O que chama a minha atenção nestes dois versículos é a descrição de Zacarias de dois tipos de prisioneiros. O primeiro tipo refere-se àqueles que estão aprisionados a um poço sem águas, incapazes de escapar de suas circunstâncias, cheios de desespero e falta de esperança. A boa notícia para estes prisioneiros foi que Deus se lembrou deles e iria libertá-los.

O segundo tipo de prisioneiros mencionados é o que nos interessa mais aqui neste texto. Zacarias os chama de “prisioneiros da esperança”, aqueles que escolheram não viver com prisioneiros do desespero e da falta de esperança, mas que escolheram ser cativos da expectativa de que algo bom está por vir. Eles são aqueles que mantém sua expectativa de um Deus bom que não esquece Suas promessas. Estes prisioneiros são capturados nas garras da esperança, aquela que é encontrada na fortaleza do Deus de toda a esperança.

Em Zacarias 9:11-12, é como se o profeta estivesse dizendo ao povo: “Voltem à sua fortaleza, isto é, retornem ao seu “lugar de força”, ó prisioneiros da esperança, todos vocês que são mantidos na prisão da esperança”. Essa é uma boa prisão, não acha? Andar por aí com uma bola e uma corrente presas a você, desde que seja esperança, isso é algo muito bom!

Existem muitos territórios abertos para nós por um Deus generoso e bom, territórios estes que Ele mesmo nos convida a tomar posse. Estes territórios são nossas palavras proféticas, promessas bíblicas, locais geográficos, relacionamentos, atmosferas, dentre outros. E a esperança é algo vital para nos levar a tomar posses destes territórios. A menos que escolhamos esperança, ativemos a nossa vontade e andemos em uma jornada com o Espírito Santo, nós iremos falhar na conquista dos territórios que Deus nos oferece, encontrados em um estilo de vida dominado e inundado pela expectativa confiante de que algo bom está por vir. A jornada nem sempre é confortável e fácil e, provavelmente, haverão muitas lágrimas pelo meio do caminho. Mas quando nós escolhemos viver com a expectativa de algo bom vindo para nós a partir de um Deus bom, a esperança se torna muito mais do que um conceito: ela se torna uma constante companhia e um estilo de vida. E viver assim, é viver como um prisioneiro da esperança, que vê coisas maravilhosas acontecerem e grandes mudanças boas ocorrendo em suas vidas!

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